top of page
  • Youtube
  • Facebook

Simetrização das mamas após câncer: redução, elevação e outros ajustes

18 de mai.
7 min de leitura

Atualizado: há 3 horas

A simetrização é uma cirurgia na outra mama para aproximar seu tamanho e formato da mama tratada ou reconstruída. Após cirurgia conservadora, mastectomia ou reconstrução, as duas podem ficar diferentes. É possível reduzir, levantar, aumentar ou acrescentar gordura própria. Esse cuidado pode fazer parte da reparação após o câncer de mama.

Simetrização da outra mama após tratamento do câncer e reconstrução

A cirurgia na outra mama pode ajudar a equilibrar o resultado após cirurgia conservadora, mastectomia ou reconstrução.

Neste artigo

O que é simetrização mamária?

Mesmo uma boa reconstrução raramente produz simetria perfeita. A outra mama pode ficar maior, menor, mais alta ou mais baixa. O nome “simetrização contralateral” significa ajustar o lado oposto. Muitas vezes, essa é uma etapa posterior da reconstrução.

As principais opções são redução, elevação — mastopexia —, aumento com implante e lipoenxertia. Elas podem ser combinadas. A escolha depende da diferença de volume, altura e formato.

Animação: redução da outra mama para aproximá-la da mama reconstruída.

Após cirurgia conservadora

Depois da retirada de parte da mama e da radioterapia, o lado tratado pode ficar menor, mais firme e mais alto. A outra mama mantém sua maciez e pode cair com os anos. A diferença pode aumentar aos poucos.

Uma opção frequente é reduzir ou levantar a outra mama. Pequenas depressões no lado tratado podem receber lipoenxertia na mesma etapa. Se a cirurgia conservadora usou uma técnica oncoplástica, a simetrização pode já fazer parte do plano.

Muitos cirurgiões preferem esperar pelo menos seis meses após a radioterapia. O tecido irradiado pode continuar mudando por um ou dois anos. Ajustar a outra mama cedo demais pode deixar uma nova diferença depois.

Após mastectomia e reconstrução

A mama pode ser reconstruída com implante ou tecido próprio. Ela terá seu próprio formato, volume e posição. Com implante, costuma ser mais arredondada e alta e não acompanha o peso e o envelhecimento da mesma forma que uma mama natural.

A simetrização adapta a outra mama a esse resultado. Às vezes é feita na primeira reconstrução, principalmente quando a redução já é claramente necessária. Mais frequentemente, espera-se a nova mama se acomodar. Pode ser combinada com reconstrução do mamilo ou lipoenxertia.

Se você não deseja reconstrução, reduzir a mama restante também pode ajudar a equilibrar o tórax com uma prótese externa e reduzir o peso no pescoço e nos ombros.

Após reconstrução com implante

A mama com implante costuma ser mais firme, arredondada, alta e cheia na parte superior. Se a outra mama for maior e mais baixa, redução com elevação é uma escolha frequente. A animação acima mostra essa situação.

Se a mama reconstruída for maior, um pequeno implante pode aumentar a outra. Como a mama natural pode cair com o tempo de forma diferente, às vezes é necessário outro ajuste no futuro.

Após retalho DIEP

O DIEP usa pele e gordura do abdome e costuma formar uma mama macia. Por ser tecido vivo, acompanha o peso e o envelhecimento, o que pode favorecer a simetria a longo prazo em comparação com implante.

Ainda pode haver diferença de tamanho ou altura. A outra mama pode ser reduzida ou levantada; pequenos ajustes no lado DIEP podem ser feitos com gordura. Isso costuma ser planejado entre três e seis meses ou mais tarde, quando o inchaço diminuiu e o formato se estabilizou.

Redução, elevação, aumento e lipoenxertia

Redução da outra mama

É uma das opções mais comuns quando a mama natural é maior. O cirurgião retira parte da glândula, gordura e pele, modela uma mama menor e eleva o mamilo. Muitas vezes usa cicatriz em âncora, também chamada padrão de Wise, para controlar tamanho e formato.

A equipe busca uma diferença pequena entre as mamas, frequentemente inferior ao equivalente a meia taça de sutiã, sem prometer igualdade exata. Algumas mulheres também percebem menos dor no pescoço e nos ombros, melhor ajuste das roupas e menor necessidade de enchimento.

Elevação da mama: mastopexia

Pode ser indicada quando os volumes são parecidos, mas a mama natural está mais baixa. Retira-se pele excedente, reorganiza-se o tecido e eleva-se o mamilo, mantendo aproximadamente o tamanho. Uma elevação pequena pode deixar cicatriz ao redor da aréola; uma maior pode precisar do desenho em âncora.

Aumento da outra mama

É menos frequente. Pode ser usado quando a mama reconstruída é maior e não é simples reduzi-la, ou quando a pessoa deseja mais volume nas duas. O implante é escolhido para aproximar tamanho, formato e consistência. Se também houver queda, pode ser combinado com mastopexia.

Ajustes com a própria gordura

A lipoenxertia retira gordura do abdome ou das coxas para preencher áreas com pouco volume. Pode corrigir depressões após cirurgia conservadora, suavizar bordas de implante, completar uma mama DIEP ou aumentar um pouco a outra mama. Parte da gordura é reabsorvida e podem ser necessárias mais sessões.

Quando fazer a simetrização

Em alguns casos ela acontece na primeira reconstrução. Em outros, espera-se a mama reconstruída atingir um formato mais estável.

Muitos cirurgiões orientam esperar de três a seis meses após a última etapa, e pelo menos seis meses após radioterapia. O tecido irradiado pode mudar por um ou dois anos. Você também pode esperar mais tempo, viver com o resultado e depois decidir o que gostaria de ajustar.

Cobertura e acesso ao tratamento

Em vários países, a simetrização após câncer integra o tratamento reparador. No Brasil, a Lei nº 13.770/2018 incluiu a simetrização da mama contralateral e a reconstrução da aréola e do mamilo na cirurgia reconstrutiva prevista em lei. Consulte a fonte oficial ao final do artigo.

O caminho de atendimento, os documentos e a autorização dependem do serviço e da cobertura aplicável. Converse com o hospital, com sua equipe e, se tiver plano de saúde, com a operadora antes de agendar. A ANS oferece orientação sobre a cobertura dos planos.

Como é a recuperação

A simetrização geralmente usa anestesia geral e leva de uma a duas horas. Muitas mulheres têm alta no mesmo dia ou após uma noite. A dor costuma ser leve e controlada com medicamentos. Trabalho sentado pode voltar em duas a três semanas; peso e exercícios intensos costumam esperar cerca de seis semanas.

O resultado muda durante meses: o inchaço diminui, os tecidos se acomodam e as cicatrizes clareiam. Cuidados com a ferida e proteção solar ajudam, principalmente no primeiro ano.

Pontos a considerar e possíveis riscos

Operar a outra mama é uma decisão importante. Converse sobre:

  • A mudança é permanente e haverá novas cicatrizes.

  • A sensibilidade da mama e do mamilo pode mudar, de forma temporária ou permanente.

  • Após redução ou grande elevação, amamentar pode ficar mais difícil.

  • Existe risco de perda de parte do mamilo. O conteúdo original cita cerca de 3% a 5% em reduções maiores; seu risco deve ser avaliado individualmente.

  • Com os anos, a mama não irradiada pode cair mais do que a mama com implante ou tecido irradiado.

  • Podem ocorrer sangramento, infecção e cicatrização lenta, como em outras cirurgias.

É compreensível ter dúvidas sobre operar uma mama saudável depois de tantos tratamentos. Conversar com mulheres que já fizeram simetrização, por meio de grupos de apoio confiáveis, pode ajudar.

Dúvidas frequentes sobre simetrização

O que é simetrização mamária?

É ajustar a outra mama para aproximar tamanho e formato do lado tratado ou reconstruído. As opções incluem redução, elevação, aumento com implante e enxerto da própria gordura.

A simetrização pode ter cobertura?

Ela pode integrar o tratamento reparador após câncer. A legislação brasileira inclui simetrização contralateral e reconstrução da aréola e do mamilo na reconstrução prevista em lei. Confirme com seu serviço e sua operadora, quando houver, os critérios e os documentos do seu atendimento.

Quanto tempo devo esperar?

A referência frequente é de três a seis meses após a última etapa da reconstrução e pelo menos seis meses após radioterapia. A equipe define o momento para o lado tratado se acomodar antes de ajustar o outro.

A cirurgia dói?

Pode haver sensibilidade e aperto nos primeiros dias, geralmente controlados com analgésicos. A alta costuma ser no mesmo dia ou após uma noite, e trabalho sentado pode voltar em duas a três semanas.

Posso perder sensibilidade no mamilo?

Alguma alteração é comum após redução ou elevação maior. Muitas mulheres recuperam parte importante da sensação em seis a doze meses, mas mudanças podem persistir. As técnicas procuram preservar os nervos principais.

Como ficam as cicatrizes?

Podem ficar ao redor da aréola, em uma linha vertical até a dobra inferior e, no padrão em âncora, ao longo dessa dobra. Elas geralmente clareiam no primeiro ano, mas não desaparecem.

Posso fazer anos depois da reconstrução?

Sim. Muitas mulheres preferem esperar para conhecer seu resultado e decidir com calma o que gostariam de melhorar.

Perguntas para levar ao cirurgião

  • Qual técnica é indicada para minha outra mama?

  • Qual é o melhor momento considerando a radioterapia e a reconstrução?

  • Onde ficarão as cicatrizes e como podem mudar?

  • Posso combinar com mamilo ou lipoenxertia?

  • Como funciona a cobertura no meu caso?

Texto de Dr. Mahyar Foumani, cirurgião plástico e reconstrutor com atuação em reconstrução mamária. Baseado no livro 'Breast Reconstruction Explained'.

Informação para ajudar você a entender suas opções

Este artigo explica a reconstrução mamária de forma simples. A ideia é ajudar você a conhecer as possibilidades e tomar decisões junto com seu médico. O texto não substitui uma avaliação e uma orientação para o seu caso.

Cada pessoa tem uma história. A escolha depende do seu corpo, da doença, do tratamento e do que é importante para você. Siga as orientações do seu médico e da sua equipe de saúde. Se tiver sintomas ou dúvidas, procure a equipe ou um serviço de saúde. Em uma emergência, acione o serviço de emergência da sua região.

O Dr. Mahyar Foumani atua como cirurgião plástico nos Países Baixos. Seu perfil público no hospital Martini informa o número profissional neerlandês BIG 79913128001. O perfil na A Klinieken informa EBOPRAS Fellow e participação na associação neerlandesa NVPC.

Esta versão foi reescrita em português do Brasil a partir do conteúdo original. Uma data de revisão do original não significa que esta versão passou por uma avaliação médica independente.

Fontes para consultar

Continue a leitura

Comments


bottom of page