Do expansor ao implante: cirurgia de troca e recuperação
Atualizado: há 3 horas

Na cirurgia de troca, o expansor temporário é retirado e entra o implante mamário definitivo. A operação usa anestesia geral e costuma durar de uma a duas horas. Muitas mulheres têm alta no mesmo dia. A recuperação tende a ser mais leve do que na primeira cirurgia: trabalho sentado pode voltar em duas a três semanas e exercícios leves em quatro a seis, conforme a equipe.
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As três etapas
1. Expansor. Após a mastectomia, o dispositivo temporário fica à frente ou abaixo do músculo peitoral. Nos meses seguintes, recebe soro aos poucos por uma válvula, até criar espaço suficiente.
2. Cirurgia de troca. Quando a expansão termina e os tecidos cicatrizam, o expansor é retirado pela mesma cicatriz. O cirurgião ajusta o espaço, se necessário, e coloca o implante.
3. Implante. O implante mais macio permanece na mama. Ao longo de dois a três meses, o inchaço diminui e o formato se acomoda.
Vídeo: do expansor ao implante
A animação mostra as etapas gerais, incluindo a troca. Sua operação e seu plano de recuperação podem ser diferentes.
Neste artigo
Por que há uma segunda operação
Na reconstrução em duas etapas, o expansor é temporário. Ele prepara o espaço e distende a pele e, em algumas técnicas, o músculo peitoral.
O expansor é mais firme e costuma causar aperto. Ele não foi feito para ser o resultado definitivo. A segunda operação o substitui por um implante com consistência e formato próprios para permanecer na mama.
Tem dúvidas sobre dor, consultas de preenchimento ou tempo de uso? Leia Expansor mamário: dor, preenchimento e problemas comuns.
Quando acontece a troca
Não há uma data igual para todas as pessoas. Em muitos planos, a troca ocorre de um a três meses após o último preenchimento. É uma referência, não uma regra. A equipe considera:
Expansão concluída. O volume planejado foi atingido e a pele tem espaço suficiente.
Cicatrização. Pele e cicatrizes estão bem fechadas, sem reação importante, e o espaço teve tempo de se acomodar.
Outros tratamentos. A quimioterapia terminou. Após radioterapia, pode ser necessário esperar vários meses para a pele se recuperar.
Terminar os preenchimentos não significa estar pronta para operar imediatamente. Pergunte como a troca se encaixa no seu tratamento.
Quais ajustes podem ser feitos
A troca também permite refinar o resultado. O plano pode incluir:
Ajuste da cápsula. A camada de cicatriz ao redor do expansor pode ser liberada ou remodelada para posicionar melhor o implante.
Ajuste do espaço. Ele pode ser aumentado, reduzido ou rebaixado para aproximar a posição da outra mama.
Lipoenxertia. Pequenas quantidades de gordura do abdome ou das coxas podem suavizar a borda superior e disfarçar contornos visíveis.
Simetrização da outra mama. Pode ser feita redução, elevação ou aumento na mesma operação.
Revisão da cicatriz. A cicatriz antiga pode ser ajustada durante o fechamento.
Nem todas precisam desses procedimentos. Pergunte quais fazem parte do seu plano e como mudam a recuperação.
Escolha do implante e a alternativa Becker
Antes da cirurgia, a equipe escolhe o implante considerando o volume do expansor, as cicatrizes e suas preferências. Existem diferenças de tamanho, formato — redondo ou anatômico — e superfície. Peça uma explicação sobre o produto proposto para você.
Outra possibilidade é o Becker, um expansor-implante permanente. Ele combina uma parte de gel de silicone e outra preenchida com soro por uma válvula. Após a expansão, a válvula é retirada em um procedimento menor e o dispositivo permanece. Não há troca completa programada. A indicação depende do seu corpo, tratamento e preferências. Pergunte sobre vantagens e limitações.
Como é a operação
Com anestesia geral, a troca costuma levar de uma a duas horas e ser menos extensa do que a primeira cirurgia. O cirurgião:
Retira o expansor pela mesma incisão, geralmente sem criar uma nova cicatriz para essa etapa.
Ajusta a cápsula e o espaço para posicionar o implante.
Coloca o implante definitivo e verifica o formato e a posição.
Faz lipoenxertia ou cirurgia na outra mama se isso estiver planejado.
Fecha a incisão ao longo da linha existente, buscando uma cicatriz discreta.
Muitas mulheres têm alta no mesmo dia. Algumas equipes preferem uma noite de observação, principalmente quando há procedimentos adicionais.
Recuperação, semana a semana
A troca costuma ser mais leve do que a primeira cirurgia. Sensibilidade, aperto e pressão são mais comuns do que dor forte. A recuperação depende da posição do expansor e de ajustes como lipoenxertia.
Primeira semana: descanso e controle do inchaço
Pode haver dor moderada, aperto e inchaço. Durma de barriga para cima com o tronco um pouco elevado. Em geral, evita-se carregar mais de cerca de 2 kg e elevar os braços acima dos ombros. Use o sutiã conforme a orientação, frequentemente dia e noite. Analgésicos podem ser necessários por três a cinco dias. Se houver drenos, eles saem quando o volume diminui. Áreas de lipoaspiração podem ficar roxas e doloridas.
Semanas 2 e 3: retomada da rotina
O desconforto costuma diminuir bastante. Muitas mulheres podem voltar a dirigir, trabalhar sentadas e fazer tarefas leves, com liberação. Ainda pode haver aperto ao alcançar objetos altos.
Semanas 4 a 6: exercícios leves
Caminhada, bicicleta leve e movimentos suaves podem ser retomados conforme a equipe. Evite peso e exercícios intensos do tórax durante quatro a seis semanas. O implante vai se acomodando.
Meses 2 e 3: acomodação do resultado
O inchaço diminui, a mama amolece e o contorno se define melhor. Para muitas mulheres, essa fase traz maior familiaridade e conforto com o resultado.
Riscos e complicações
Mesmo sendo menor, a cirurgia pode causar sangramento, infecção, seroma, dificuldade de cicatrização e deslocamento do implante. Depois, pode ocorrer contratura capsular. A radioterapia aumenta alguns riscos, e a equipe pode discutir tecido próprio como alternativa. Procure avaliação se houver febre, vermelhidão ou inchaço crescente, ou dor que piora.
Dúvidas frequentes
Por quanto tempo o expansor pode ficar?
Não existe um prazo máximo igual para todos os modelos e situações. Ele costuma permanecer por alguns meses, até terminar a expansão e outras etapas do tratamento. Quimioterapia ou radioterapia podem prolongar esse período. Por ser temporário e firme, muitas mulheres desejam a troca assim que ela for segura. A equipe define esse momento.
Quanto tempo leva a recuperação da troca?
Analgésicos costumam ser usados por três a cinco dias. Dirigir e trabalhar sentada podem ser possíveis em duas a três semanas; exercícios leves, em quatro a seis. O resultado se acomoda em dois a três meses. Procedimentos adicionais podem aumentar um pouco a recuperação.
Vou usar drenos?
Nem sempre. Algumas equipes usam por poucos dias, principalmente ao ajustar o espaço. A retirada depende do volume de líquido. Pergunte o que está previsto para você.
Posso fazer lipoenxertia junto?
Sim, se indicada. Ela pode suavizar a borda superior e disfarçar o implante. Geralmente acrescenta pouco tempo de recuperação, mas pode causar dor e manchas roxas nas áreas de retirada de gordura.
O que é o expansor Becker?
É um dispositivo que funciona como expansor e implante. Após o preenchimento, retira-se a válvula e ele permanece. Isso evita a troca completa programada, mas não elimina a possibilidade de cirurgia futura.
A troca dói muito?
Muitas mulheres sentem menos dor do que na primeira operação. Predominam sensibilidade, aperto e pressão. Os analgésicos geralmente são necessários por poucos dias.
Quando é feita a troca após o último preenchimento?
Frequentemente em um a três meses, mas cicatrização, quimioterapia e radioterapia podem mudar a data. Após radioterapia, é preciso esperar a recuperação dos tecidos.
Quanto dura a operação e preciso dormir no hospital?
A cirurgia costuma durar de uma a duas horas. A alta pode ser no mesmo dia ou após uma noite, conforme os procedimentos feitos e a orientação da equipe.
Perguntas para levar ao cirurgião
Quando está prevista minha troca e de que isso depende?
Vou precisar de drenos e por quanto tempo?
Haverá lipoenxertia?
A cápsula, o espaço ou a outra mama serão ajustados?
Como isso muda a recuperação e o retorno ao trabalho?
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Texto de Dr. Mahyar Foumani, cirurgião plástico e reconstrutor com atuação em reconstrução mamária. Baseado no livro 'Breast Reconstruction Explained'.
Informação para ajudar você a entender suas opções
Este artigo explica a reconstrução mamária de forma simples. A ideia é ajudar você a conhecer as possibilidades e tomar decisões junto com seu médico. O texto não substitui uma avaliação e uma orientação para o seu caso.
Cada pessoa tem uma história. A escolha depende do seu corpo, da doença, do tratamento e do que é importante para você. Siga as orientações do seu médico e da sua equipe de saúde. Se tiver sintomas ou dúvidas, procure a equipe ou um serviço de saúde. Em uma emergência, acione o serviço de emergência da sua região.
O Dr. Mahyar Foumani atua como cirurgião plástico nos Países Baixos. Seu perfil público no hospital Martini informa o número profissional neerlandês BIG 79913128001. O perfil na A Klinieken informa EBOPRAS Fellow e participação na associação neerlandesa NVPC.
Esta versão foi reescrita em português do Brasil a partir do conteúdo original. Uma data de revisão do original não significa que esta versão passou por uma avaliação médica independente.
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