top of page
  • Youtube
  • Facebook

Expansor mamário: preenchimento, troca pelo implante e recuperação

15 de fev.
9 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

Ilustração do preenchimento de um expansor mamário antes da troca pelo implante.

O expansor mamário é um dispositivo temporário que ajuda a criar espaço para um implante após a mastectomia. Ele é colocado vazio ou parcialmente preenchido e recebe soro fisiológico aos poucos, em consultas. Depois que a pele e os tecidos estão preparados, outra cirurgia troca o expansor pelo implante. Veja como são as etapas, os cuidados e os riscos.

A animação apresenta o percurso geral do expansor até o implante. As etapas podem variar entre hospitais e conforme cada pessoa.

Neste artigo

O que é um expansor mamário?

É uma bolsa de silicone com uma válvula, também chamada de portal. Nas consultas, a equipe acrescenta soro fisiológico estéril pela válvula. O aumento gradual do volume distende a pele e os tecidos que o cobrem.

O expansor prepara o espaço; geralmente não é o dispositivo definitivo. Por isso, o método é chamado de reconstrução com implante em duas etapas: primeiro o expansor e depois a troca pelo implante.

Muitos expansores têm uma peça magnética no portal para ajudar a localizá-lo. Dependendo do modelo, isso pode contraindicar ou limitar exames de ressonância. Informe a equipe médica e de imagem e confirme a compatibilidade do seu dispositivo antes do exame.

Quando o expansor pode ser considerado?

É uma opção frequente após a mastectomia, especialmente quando:

  • A pele está tensa ou foi retirada em quantidade que não permite acomodar diretamente o implante desejado.

  • A reconstrução é tardia, meses ou anos depois, e a pele do tórax está retraída.

  • Você prefere evitar uma cirurgia longa com tecido próprio, como DIEP.

  • O volume final precisa ser ajustado em etapas.

  • Uma operação inicial menor faz sentido para sua situação.

Pele muito fina ou afetada por radioterapia pode aumentar os riscos. O método também pode não corresponder à preferência de evitar duas cirurgias. A avaliação considera a pele, o volume e os demais tratamentos.

Etapa 1: colocar o expansor

Ele pode ser colocado junto com a mastectomia ou em uma cirurgia posterior. O cirurgião prepara um espaço, acomoda o dispositivo vazio ou parcialmente cheio e fecha a pele. A etapa reconstrutiva costuma levar cerca de 1 a 2 horas. A alta pode ocorrer no mesmo dia ou após uma noite, dependendo da cirurgia completa. Drenos frequentemente permanecem de 7 a 14 dias.

Em alguns casos, uma matriz dérmica acelular, conhecida pela sigla ADM, ou uma tela oferece suporte e ajuda a definir o espaço do dispositivo. A indicação e o material variam.

Acima ou abaixo do músculo

Existem duas posições principais. Abaixo do músculo peitoral, ou subpeitoral, o cirurgião libera parte do músculo para acomodar o expansor. O músculo oferece cobertura, mas pode haver mais tensão e dor nas primeiras semanas. A contração muscular também pode movimentar a mama reconstruída.

Acima do músculo, ou pré-peitoral, o expansor fica sob a pele e a gordura preservadas, geralmente com suporte de matriz ou tela. O músculo não é levantado, o que pode reduzir dor e movimento relacionado à contração. É preciso ter cobertura de pele com espessura e circulação adequadas.

A posição mais apropriada depende da pele, da radioterapia, da anatomia e da experiência da equipe. Peça uma explicação dos benefícios e limites de cada opção para você.

Veja a comparação entre reconstrução pré-peitoral e subpeitoral: dispositivo acima ou abaixo do músculo.

Etapa 2: preencher o expansor

As consultas de preenchimento costumam começar após a cicatrização inicial, muitas vezes em 2 a 3 semanas. São feitas no ambulatório, geralmente sem anestesia.

Como é uma consulta de preenchimento?

A consulta costuma durar de 15 a 30 minutos. A equipe localiza o portal, higieniza a pele e introduz uma agulha fina pela válvula para acrescentar soro estéril lentamente. Como a pele pode estar dormente após a mastectomia, algumas pessoas sentem pouco a agulha. Pode haver pressão ou repuxamento; avise se sentir dor.

Com que frequência e em qual volume?

Os preenchimentos costumam ocorrer a cada 1 ou 2 semanas. A quantidade depende da pele, da circulação e do conforto. A expansão frequentemente leva de 6 a 8 semanas, mas pode exigir mais ou menos consultas. Em alguns planos, o volume ultrapassa um pouco o tamanho desejado para permitir ajustes na troca.

Desconforto e rotina durante a expansão

Pressão ou repuxamento podem ocorrer por 1 a 2 dias após cada preenchimento. Analgésicos orientados pela equipe costumam ajudar. Se estiver desconfortável, pode-se reduzir a quantidade ou ampliar o intervalo. Caminhadas e trabalho de escritório podem ser retomados conforme recuperação; dirigir exige liberação e segurança. Evite peso e esforço do tórax até orientação. Um sutiã macio sem aro pode ser mais confortável.

Etapa 3: trocar o expansor pelo implante

Depois de terminar os preenchimentos e aguardar os tecidos se acomodarem, a troca costuma ocorrer em 1 a 3 meses, conforme o tratamento. Pela cicatriz anterior, o cirurgião retira o expansor, ajusta o espaço e coloca o implante. Pode associar lipoenxertia ou ajuste da outra mama. A reconstrução do mamilo costuma vir depois. A cirurgia geralmente leva 1 a 2 horas, com retorno a muitas atividades em 2 a 3 semanas.

Leia mais sobre a segunda cirurgia: troca do expansor pelo implante e recuperação.

Implante de silicone ou preenchido com soro?

Ambos têm uma cobertura de silicone. O implante de gel de silicone costuma oferecer toque macio; géis coesivos mantêm melhor a forma, mas uma ruptura ainda exige avaliação. O implante preenchido com soro fisiológico pode perder volume de modo perceptível se vazar. Tipos, formatos e disponibilidade variam. Converse sobre a escolha e o acompanhamento necessário.

Quanto tempo o expansor pode ficar?

Ele é projetado para uso temporário, geralmente por alguns meses, até concluir a expansão e programar a troca. Quimioterapia, radioterapia, cicatrização ou sua preferência podem prolongar o intervalo.

Não há um único prazo adequado a todos os modelos e situações. A permanência deve seguir a identificação do dispositivo, as orientações do fabricante e o plano da equipe. Com o tempo, podem ocorrer desgaste, contratura e desconforto. Se a troca ainda não estiver prevista, peça uma avaliação e um cronograma.

Expansor e radioterapia

A radioterapia pode reduzir a elasticidade, alterar a espessura da pele e afetar pequenos vasos. Isso importa porque a expansão depende de tecidos que consigam se distender e cicatrizar.

A combinação pode aumentar infecção, exposição do expansor e contratura capsular. O original cita cerca de 20% a 25% de complicações, mas essa faixa depende do estudo, do tipo de problema e do protocolo; não prevê seu risco individual. Entre os caminhos que a equipe pode discutir estão:

  • Colocar e preencher o expansor antes da radioterapia, com troca pelo implante meses depois do tratamento.

  • Adiar toda a reconstrução para depois da radioterapia.

  • Usar tecido próprio, como DIEP ou grande dorsal, em vez do implante ou em combinação com ele.

Alternativas ao expansor em duas etapas

Implante direto

Em casos selecionados, o implante é colocado junto com a mastectomia, sem expansor. Pele com boa circulação e qualidade, volume desejado e plano de radioterapia influenciam a indicação. Evita a troca programada do expansor, mas não garante uma única cirurgia para sempre. A tensão sobre a pele e a possibilidade de ajuste de volume precisam ser avaliadas.

Expansor-implante Becker

O Becker combina gel de silicone com uma câmara ajustável de soro. Um pequeno portal sob a pele se conecta ao dispositivo por um tubo. Depois da expansão, portal e tubo podem ser retirados em um procedimento menor, enquanto o dispositivo permanece como implante.

A proposta é evitar a troca completa em uma segunda operação. Em contrapartida, ajustes de forma e toque podem ser mais limitados, e o portal pode causar desconforto ou precisar ser retirado antes. O uso e a disponibilidade variam entre equipes. Confirme se esse dispositivo faz sentido no seu caso.

Riscos do expansor

Como toda cirurgia, a reconstrução com expansor pode ter complicações. Saber reconhecer mudanças ajuda a procurar avaliação no momento adequado.

Infecção

Pode surgir especialmente nas primeiras semanas. Sinais incluem vermelhidão, calor, dor crescente, febre e saída de líquido pela ferida. Algumas infecções respondem a antibióticos; outras exigem retirar o expansor. Uma nova reconstrução pode ser considerada após recuperação, conforme o caso.

Contratura capsular

O corpo forma uma cápsula de tecido cicatricial ao redor do dispositivo. Em algumas pessoas, ela engrossa e aperta, deixando a mama dura ou alterando seu formato. Isso é mais frequente após radioterapia. A cápsula pode ser liberada ou retirada na troca, conforme a indicação.

Deslocamento ou rotação

O expansor pode subir, deslocar-se para o lado ou girar dentro do espaço criado. Geralmente o cirurgião pode ajustar esse espaço na troca, mas às vezes é necessário intervir antes.

Abertura da pele e exposição do dispositivo

Pele fina, circulação insuficiente ou tensão excessiva podem levar à abertura da ferida e exposição do expansor. Isso exige avaliação rápida e pode precisar de cirurgia ou retirada do dispositivo. Por isso, o preenchimento é gradual e acompanhado.

Outros problemas possíveis

Podem ocorrer seroma, vazamento da bolsa ou do portal, perda de volume e dificuldade para localizar a válvula. Há também restrições de ressonância conforme o modelo. Entre em contato se notar mudança, dor crescente ou algo que preocupe você.

Recuperação após colocar o expansor

É comum haver desconforto por 3 a 7 dias, tratado com os analgésicos prescritos. Drenos podem permanecer até cerca de 14 dias. O original recomenda limitar movimentos acima do ombro e esforço do tórax por aproximadamente seis semanas; o plano de mobilidade deve ser individual, com exercícios orientados. Evite peso, puxões de coleira e tarefas como aspirar até liberação. Trabalho leve pode voltar em 2 a 3 semanas e atividades mais amplas em 4 a 6.

Na posição pré-peitoral, não levantar o músculo pode facilitar as primeiras semanas. Na subpeitoral, tensão e dor muscular podem durar mais. A recuperação depende também da mastectomia e de outros procedimentos.

A troca costuma ter recuperação menor. Muitas pessoas precisam de 1 a 2 semanas de rotina reduzida e retomam atividades em 2 a 3. O formato se acomoda ao longo de 2 a 3 meses, conforme o inchaço diminui.

Dúvidas frequentes sobre expansores

O que é um expansor mamário?

É um dispositivo temporário e ajustável, preenchido com soro estéril em consultas. Ele distende os tecidos após a mastectomia para preparar espaço para o implante, geralmente colocado em outra cirurgia.

Quanto tempo dura todo o processo?

O original descreve cerca de 4 a 6 meses. Os preenchimentos costumam começar em 2 a 3 semanas, repetir-se a cada 1 ou 2 semanas e terminar antes de uma espera de 1 a 3 meses até a troca. Outros tratamentos ou dificuldades de cicatrização podem prolongar o percurso.

O preenchimento dói?

A sensibilidade pode estar reduzida após a mastectomia, mas isso não garante ausência de dor. Pressão e repuxamento podem durar 1 a 2 dias. Avise a equipe: é possível ajustar volume, intervalo e controle do desconforto.

Quanto tempo posso permanecer com o expansor?

Geralmente alguns meses, mas o prazo varia conforme o dispositivo, o tratamento e a cicatrização. Ele não deve ser tratado como permanente. Siga o plano da equipe e as orientações específicas do modelo; se houver adiamento, peça reavaliação.

Ele fica acima ou abaixo do músculo?

As duas posições são possíveis. Abaixo do músculo há cobertura muscular, mas pode haver mais tensão e movimento com a contração. Acima dele, evita-se levantá-lo, porém é necessária pele com boa circulação e espessura adequada. A escolha é individual.

O que é o Becker?

É um dispositivo que combina gel de silicone e uma câmara de soro ajustável. Após a expansão, retira-se o portal, e o dispositivo pode permanecer como implante. Pode evitar a troca completa, mas tem limitações de ajuste e disponibilidade.

Posso usar expansor após radioterapia?

Pode ser possível, com risco maior de infecção, exposição e contratura devido às mudanças da pele. A equipe pode considerar expandir antes da radiação, adiar a reconstrução ou usar tecido próprio, como DIEP ou grande dorsal.

O que acontece na troca pelo implante?

O expansor é retirado pela cicatriz anterior, o espaço é ajustado e o implante é colocado. A operação costuma levar 1 a 2 horas, com alta no mesmo dia ou após uma noite. Pode ser associada a lipoenxertia ou ajuste da outra mama. Muitas atividades voltam em 2 a 3 semanas.

Perguntas para levar ao cirurgião

  • Qual posição você recomenda para meu expansor, e por quê?

  • Quantas consultas de preenchimento são previstas e com qual intervalo?

  • Como a radioterapia mudaria o plano e o momento da troca?

  • Por quanto tempo devo ficar com o expansor?

  • Quais opções tenho se houver infecção ou problemas de pele?

Abra o guia de decisão sobre reconstrução mamária para explorar as opções e preparar perguntas para sua equipe.

Texto de Dr. Mahyar Foumani, cirurgião plástico e reconstrutor com atuação em reconstrução mamária. Baseado no livro 'Breast Reconstruction Explained'.

Informação para ajudar você a entender suas opções

Este artigo explica a reconstrução mamária de forma simples. A ideia é ajudar você a conhecer as possibilidades e tomar decisões junto com seu médico. O texto não substitui uma avaliação e uma orientação para o seu caso.

Cada pessoa tem uma história. A escolha depende do seu corpo, da doença, do tratamento e do que é importante para você. Siga as orientações do seu médico e da sua equipe de saúde. Se tiver sintomas ou dúvidas, procure a equipe ou um serviço de saúde. Em uma emergência, acione o serviço de emergência da sua região.

O Dr. Mahyar Foumani atua como cirurgião plástico nos Países Baixos. Seu perfil público no hospital Martini informa o número profissional neerlandês BIG 79913128001. O perfil na A Klinieken informa EBOPRAS Fellow e participação na associação neerlandesa NVPC.

Esta versão foi reescrita em português do Brasil a partir do conteúdo original. Uma data de revisão do original não significa que esta versão passou por uma avaliação médica independente.

Continue a leitura

Comments


bottom of page